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Ameaças contra a integridade física e a vida de Presidente e membros da ANIMAL foram participadas ontem, através de uma queixa-crime, à Polícia Judiciária
 
Foi formalizada ontem, na Polícia Judiciária de Lisboa, uma queixa-crime contra um indivíduo que dirigiu uma mensagem contendo graves ameaças especialmente dirigidas contra o Presidente da ANIMAL, Miguel Moutinho, e também contra os restantes membros e apoiantes da ANIMAL que costumam participar nas manifestações anti-touradas em frente à Praça de Touros do Campo Pequeno, sempre que nesta ocorre uma tourada.
 
Já há bastante tempo que, à medida que a ANIMAL vai conseguindo desferir golpes contra as touradas no âmbito do esforço cívico que esta organização empreende em defesa da abolição desta actividade cruel, a tensão vai-se adensando e as ameaças vão-se repetindo. Tratam-se, porém, por norma, de ameaças veiculadas de tal forma que os seus autores não ficam identificáveis, sendo, além do mais, ameaças que, felizmente, até hoje, não se cumpriram nem mereceram especial atenção por parte da Direcção da ANIMAL. Desta vez, porém, as ameaças são mais claras, específicas e explicitamente declaradas, além de terem sido feitas por um indivíduo identificável. Estas ameaças em particular surgiram na sequência da proibição da participação do toureiro infantil Michelito Lagravére numa tourada no Campo Pequeno, na quinta-feira passada, e da proibição da realização de um outro espectáculo tauromáquico em que, além deste menor de 11 anos, interviria também o toureiro infantil Miguel Moura, de 12 anos. A proibição destes dois eventos foi decretada, na semana passada, pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa – Centro e pela Inspecção Geral das Actividades Culturais, em resultado de denúncias feitas pela ANIMAL a estas entidades, com base nas leis de protecção de menores relativas a situações de trabalho infantil, nomeadamente de trabalho pesado envolvendo situação de perigo para menores, e com base na Convenção sobre os Direitos da Criança.
 
“Seria de esperar que o mundo tauromáquico ficasse ainda mais hostil do que já é relativamente à ANIMAL, aos seus dirigentes e aos seus membros, mas não se pode admitir que alguém se sinta no direito de tentar, por meio de ameaças contra a integridade física e contra a vida de elementos da ANIMAL, coagir esta organização de continuar o seu trabalho em defesa dos animais. Claro que deve ser dito que muitos aficionados e defensores das touradas não se revêem neste tipo de reacção e são os primeiros a compreender que a discussão ética, cívica e política sobre a continuação das touradas nunca deve ser travada no campo da violência. A verdade, porém, é que é muito comum haver ameaças vindas de elementos ligados à tauromaquia contra elementos da ANIMAL, sendo que, neste caso, pelas características desta ameaça, essa situação atingiu aquilo que a ANIMAL considera um cúmulo”, declarou Miguel Moutinho, Presidente da ANIMAL e alvo principal destas ameaças, que a organização considerou mais preocupantes do que as muitas que habitualmente recebe por parte de indivíduos relacionados com maus tratos contra animais que a ANIMAL denuncia e combate.
 
Ainda de acordo com o mesmo dirigente, “Queremos deixar claro que a ANIMAL não se deixa intimidar com ameaças, pelo que continuará a fazer aquilo que até aqui tem feito em defesa dos animais, nomeadamente promovendo petições, fazendo manifestações, informando a população portuguesa acerca do modo dramático como os animais sofrem nas touradas, apelando ao poder de decisão dos consumidores e ao seu poder de boicote a empresas e produtos comercialmente ligados à tauromaquia, assim como continuará a usar todos os meios políticos e jurídicos que tiver ao seu dispor para levar as touradas ao seu fim, sempre observando e afirmando o espírito de não-violência que obviamente fundamenta a defesa dos direitos dos animais e a defesa dos direitos humanos. É isto que deve acontecer numa democracia. E é só também nestes moldes que é admissível que os defensores das touradas procedam, e nunca com recurso a ameaças ou agressões tentadas ou consumadas”.
 
Rita Silva, Vice-Presidente da ANIMAL, afirmou que “A ANIMAL faz saber que, desta ocasião em diante, todas as mensagens difamatórias a respeito da ANIMAL e dos seus dirigentes e membros que sejam difundidas publicamente, por qualquer meio, assim como qualquer ameaça que seja por qualquer meio dirigida à ANIMAL ou a qualquer um dos seus dirigentes ou membros serão objecto de procedimento criminal por parte da organização”.

Tauromaquia: Corrida ‘Promoção de Novos Valores’ no Campo Pequeno
 (Por André Santos. In “Correio da Manhã”, 18 de Junho de 2009,
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=BB6FD910-BC72-4F8E-AAED-9B624F0F2A0D&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013)

 

" Não sinto pena dos touros"


Tem apenas 11 anos mas fala como gente grande sobre o toureio. Michelito está hoje, às 22h00, no Campo Pequeno, na corrida ‘Promoção de Novos Valores’.
 
A influência familiar arrastou--o para as arenas e, aos quatro anos, fez a primeira ‘bezerrada’. "Antes de entrar sinto-me nervoso, mas depois passa", assume o jovem, com ar de profissional.
 
"Não sinto pena dos touros", admite, justificando que a tauromaquia é uma cultura de há muito tempo e "que não pode acabar". Quanto à corrida de hoje, que será a sua estreia em Portugal, Michelito diz estar feliz pela oportunidade e espera que tudo corra bem. Não poder matar o toiro, como no México, torna a corrida "menos divertida", mas Michelito conhece as regras e quando crescer, não vai querer outra coisa: "Vou estar sempre com os touros."
 
ANIMAL DENUNCIA
 
A Animal enviou uma denúncia ao Ministério Público, alertando para a idade de Michelito. Inácio Ramos, apoderado do franco-mexicano, diz que a associação "não deve conhecer a tradição, pois em Portugal é normal que haja estreias nestas idades". Cancelar a actuação no Campo Pequeno "está fora de questão".

 

 

O GATO

 

 

Deus tentou um poema... e foi O Gato

 

O que lhe nasceu quando escrevia!

 

Por isso o gato tem essa magia

 

Que nos encanta, mesmo sendo ingrato...

 

 

Parece ser um animal pacato

 

Mas desde que ganhou autonomia

 

O gato tomou logo a primazia

 

E pôs o mundo inteiro em desacato!

 

 

Uns chamaram-lhe deus, outros diabo...

 

Por uns foi adorado, outros tentaram

 

Dizimar, por inteiro, a sua raça!

 

 

Ainda hoje o gato, qual nababo,

 

É rei, mesmo dessoutros que o negaram,

 

Pois vai-os conquistando pela graça...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa in http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/

CIRCOS: VITÓRIA DO MOVIMENTO DE DEFESA ANIMAL!

 

 
Foi aprovado há pouco, por unanimidade da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal (CEC), o substitutivo do Projeto de Lei nº 7291/2006, que proíbe o uso de animais em circos.
 
O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
 
Agradecemos em nome dos animais utilizados em circos a todas as pessoas que se manifestaram a favor da proibição.
 
A mobilização continua. Voltaremos a dar notícias.

 

 


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http://www.institutoninarosa.org.br