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Restos da II Guerra?
 
"A opinião pública japonesa não é necessariamente a favor da caça, mas é antes profundamente contra aqueles que se opõem a ela", avança uma opinião, ouvida numa recente reunião em Lisboa sobre o futuro da CBI. E quem são aqueles que se opõem? "Os que os derrotaram na Grande Guerra, por isso é que é tudo tão complicado", adianta outro.
 
De facto, são os Estados Unidos - de uma forma até agora algo suave -, mas sobretudo o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia que mais têm batalhado para contrariar a prática japonesa.
 
No seio da CBI, criada há 60 anos, as posições têm-se extremado a tal ponto que as discussões já não sobem do nível do insulto. Daí muitos começarem a questionar-se sobre as possibilidades de sobrevivência deste organismo internacional. Mas, sem ele, o futuro dos grandes cetáceos poderá não ser brilhante.
 
Em Junho deste ano, na Madeira, a CBI chega a uma encruzilhada. Na reunião portuguesa discutir-se-á um relatório sobre os possíveis caminhos que a Comissão poderá trilhar. O momento é fulcral e um fracasso pode custar caro. Daí que, na reunião da Comissão para as Baleias da Fundação Pew - um grupo de influência com grande peso junto dos decisores políticos -, que decorreu na semana passada em Lisboa, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, se tenha insistido que, desta vez, os políticos têm mesmo de se envolver.
 
As discussões da CBI estão sobretudo nas mãos dos comissários. Alguns países levam ministros - sobretudo os mais empenhados -, mas muitos não se fazem representar ao mais alto nível. O que possibilita que, quando o assunto é mais polémico, os comissários se escudem na desculpa de terem de falar com os seus superiores para não tomarem logo uma posição.
 
O caminho em frente
 
A falta de resultados nas negociações da CBI, assim como o susto que alguns países apanharam depois de, há dois anos, os japoneses terem quase conseguido reunir votos suficientes para acabar com a moratória da caça comercial à baleia, em vigor há 22 anos, levou a que se reequacionasse a comissão.
 
Para o fazer, foi criado um "pequeno grupo de trabalho", liderado por Álvaro de Soto, um diplomata das Nações Unidas, que, no início do mês, apresentou o seu relatório sobre o futuro da CBI. A manutenção e o reforço do seu comité científico e o seu papel na regulação de actividades não lesivas, como a observação de baleias, são as questões pacíficas, que todos acarinharam.

Mas são os grandes pedregulhos que urge estilhaçar. E o maior de todos é a caça japonesa.

Note-se que há outros países baleeiros. Por ano, matam-se entre 2000 a 3000 baleias no muuma fuga legal num artigo da convenção que permite a caça para fins científicos.ndo, a maior parte devido à acção do Japão e da Noruega. A Islândia e pequenas comunidades indígenas na América do Norte caçam as restantes, ao abrigo da excepção que permite a caça autóctone de subsistência.
 
O caso da Noruega, embora seja criticado por muitos, é diferente do japonês, porque não assinou a moratória que bane a caça comercial às baleias. Ao contrário de Tóquio, que acabou por encontrar uma fuga legal num artigo da convenção que permite a caça para fins científicos.
 (continua)

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